sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Quando o coração se torna "INHO"...



Os sentimentos são realmente nossos maiores adversários... Somente eles nos fazem dizer e fazer coisas que jamais diríamos ou faríamos. E por mais racionais que queiramos ser, já que isso é o mais certo ou por conta de uma decepção amorosa, não há como fugir do "cabresto" que nossas emoções nos colocam! É preciso admitir, reconhecer que estamos a todo momento sendo escravizados por aquilo que sentimos.
Isso é tão rídiculo! Mas ficamos ainda mais ridicularizados quando percebemos que essa "escravidão" nos agrada... É isso mesmo! Na maioria das vezes, ainda que digamos o contrário, gostamos, sim, de nos deixar levar por nossos sentimentos... Há quem ache "mágico", romântico ou "bonitinho" abandonar tudo em função de um sentimento. Entretanto, bom mesmo é tomar cuidado com a tal "coleirinha"!
Não quero que pareça aqui, ao falar em "tomar cuidado com a tal coleira", que tenha eu mudado de opinião a respeito de relações intensas, de amar de forma desmedida! Embora o meu coraçãozinho esteja bem "INHO", eu sempre serei a favor do "amar loucamente!" Porque assim amei, amo e sempre vou amar... E amando de tal forma, vou sempre quebrar a cara, o que, no entanto, não me impede de continuar na "intensidade".
Uma coisa é bem certa! Por mais que nos despedacemos no final de tudo, sempre queremos mais! Seja com a mesma pessoa, seja com outra, com várias rsrsrsrs... Sempre queremos mais! Queremos uma "segunda dose", ou ainda terceira e quarta, porque nos completamos na "loucura" de amar! E por mais que procuremos um amor, NOVO OU ANTIGO, ele não vem... Não depende de nós. Ele acontece!
Enquanto isso, vamos amando loucamente sim! Amando loucamente aqueles que estão do nosso lado quando o coração se torna "INHO": os amigos! Vamos amando loucamente aqueles que se deixam transformar em nossos travesseiros e continuam a nos dizer o quanto somos belos, inteligentes, divertidos e especiais, ainda que seja tudo mentira e apenas para conforto! HAHAHAHA!


Amigos, amo-os loucamente! Isso inclui você, Washington! Te amo. Saudade. ;/


P.S. pausa para falar da saudade daquele que me convenceu a criar esse blog, ZAQUEU - meu eterno amigo e poeta; saudade de Lenny, minha sobrinha, minha filha, minha amiga, minha psicóloga, meu amor... ;/

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

"Quedas" também elevam.



Os "desastres" também têm sua razão de ser... E não é por conta do tal "Porque Deus quer" não. O motivo de acontecerem tantas coisas ruins é o fato de precisarmos delas para sabermos viver. Assim sendo, com tantos altos e baixos, a vida não é tão desagradável quanto muitas vezes nos parece. E nos últimos dias eu tenho sido uma prova real disso aí.
Não sou vítima de nada e nem me sinto como tal. Sou um ser humano que tem aprendido com "quedas", com "negativismo" e, principalmente, com "desencontros", mentiras e omissões. Entretanto, em meio a tantas palavras com significados nada bons, reconheço que a aprendizagem adquirida - a respeito da vida - tem sido enorme. Só agora percebo que o que sempre julguei "perfeito" foi uma das piores situações pela qual passei...
Mas mesmo sendo a pior experiência vivida por mim, foi bem ali que vi a vida de verdade. Em função disso, agradeço a toda circunstância e qualquer pessoa que se "disponibilizou" a me "estapear" com intuito de me fazer aprender o que eu devia há muito: notar que palavras ditas - ainda que por Jesus Cristo - não têm tanta validade. Por essa última afirmação, me perdoe a "galera aleluia"... ^^
Agora posso ver nitidamente que lágrimas podem ser a água que faz crescer a "plantinha" da evolução pessoal, ou seja, sofrer - ainda que achemos que definharemos até a morte - ajuda-nos a ser mais fortes, menos bobos, menos IDIOTAs.
A alegria faz bem para a pele, para a vida... A tristeza também faz... E, uma vez aprendida a lição, logo ficamos felizes de novo... Vivemos novas situações, conhecemos novas pessoas e, de novo, quebramos a cara... E aí vem mais coisas para aprender...
Ninguém está livre disso... Ninguém se livra da decepção, da dor, do vazio, da sensação de estar sozinho no mundo... Todos nós precisamos adquirir força para encarar a vida e, para isso, é preciso cair, cair e cair... As "quedas" também elevam. ;D

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Prefiro morrer com os fatos.



Quando mantemos uma relação mais próxima, mais íntima com uma pessoa, sempre achamos que a sinceridade dos sentimentos pode significar a sinceridade nas palavras; infelizmente não é assim, pois sempre tem alguém no "jogo" que se pauta naquela de que: "é melhor mentir para não machucar o outro, do que matar com a verdade". A verdade é que eu prefiro morrer com os fatos, do que me sentir enganada...
E sendo eu assim, acho que todo mundo deveria ser; sofreríamos mais, sim, mas haveria uma bela subtração no número de pessoas que teimam em fugir da sinceridade. Quando se estar sentindo algo, se fala nisso todo o tempo; o mesmo deveria ocorrer quando não mais se sente... Para mim, pior que muita coisa nessa vida podre é fingir um sentimento por alguém; isso é enganar o outro...
Se somos sinceros, ainda que parcialmente, isso pode ser evitado. E mais: o sentimento de que fomos enganados diminui bastante. O problema é que a sinceridade, segundo alguns, pode trazer mais lágrimas do que "a mentira que agrada". Talvez eu esteja sendo egoísta - como muitas vezes fui -, mas há muitos que compartilham do mesmo pensamento que eu...
Bom, mas não adianta sofrer ao extremo por se descobrir enganado... Enganado porque alguém omitiu de você algo que deveria ser dito há muito; todos nós somos enganados... E todos nós sobrevivemos, embora haja um boa parte que apenas "passa pela vida"; quero muito não fazer parte dessa "boa parte"; quero muito parar de pensar que foram "anos da minha vida perdidos"...
Perdidos, irrecuperáveis...
Há muito eu não devia estar mais aqui... =/


Sem mais páragrafos... a fonte secou... aliás, muita coisa secou...=/

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Nós e "EU".



Uma briga, um problema no trabalho, um atraso, uma falta...
Todas as vezes em que temos desapontamentos diários, é porque algo não seguiu a direção de nossas vontades! E ainda que vivamos em grupo, estejamos cercados por outras pessoas - o que significa outras cabeças, outras vontades - pouco nos importamos com o desejo alheio... O que vale é que tudo ocorra como gostaríamos!
E é assim que cada um de nós tem "caminhado pela própria existência": entre outras pessoas, mas - ainda sim - pondo nossos quereres acima do que querem os demais, ou seja, cada um age, ainda que incoscientemente, como o centro das atenções! Quão tristes nos encontramos, ao perceber que nem tudo segue o curso que traçamos... Não estamos sozinhos, em circunstância alguma!
Somos seres sociais não apenas por passar a vida ao lado de outros, mas porque SOCIAIS também devem ser os desejos de cada um de nós; é preciso correr atrás de vontades que não tenham como alvo apenas o "MEU" bem-estar! E cada um tem plena consciência disso, pois é o que se vê! Mas ainda que saibamos disso, quão tristes nos encontramos ao fracassar na conquista de algo que faria um bem danado ao nosso EU!
O interessante é que, a cada instante de nossas vidas, ensinamos as nossas crianças o quão negativo é o sentimento de egoísmo... A elas passamos a informação de que é necessário compartilhar entre si não somente brinquedos e lápis de cor, mas também desejos, vontades... E compartilhar desejos é querer o que é melhor para todos! Nos contradizemos a todo instante!
Dizemos a nossas crianças que "egoísmo é mal... que "o Papai do Céu não gosta de gente egoísta", mas nós TODOS somos puramente egoístas! Temos a maldade enraizada em nosso peito; não agradamos ao "Papai do Céu"... E dessa maneira vamos seguindo a caminhada da vida, ensinando que é preciso cultivar o altruísmo, mas perserveramos em nossa natureza EGOísta...
Porém, há quem nesse mundo queira a fórmula para não ser tão egoísta, porque é preciso que o AMOR que devotamos às pessoas seja VISTO e não FALADO! Para isso, é necessário diminuir a dosagem de egoísmo em nós (digo "diminuir" porque somos humanos, e não deuses, o que nos impossibilita de sermos completamente altruístas =/); é necessário saber amar as pessoas como elas são, como elas vivem, sem considerar o fato de que as vontades delas possam divergir das nossas!
O que se sabe é que quem ama DE FATO nunca poderá ter tudo o que deseja, pois o amor é pouco egoísta... E o POUCO EGOÍSMO consiste em permitir que a vontade do outro também venha à tona! Amar é renunciar muita coisa, o que não combina muito com "EU"!
Precisamos fugir disso para viver melhor com os outros! Vamos tentar primeiro né? HAHAHAHA! Afinal, "Nós e EU" não é uma dupla de muito sucesso. ^^


;D

sábado, 26 de julho de 2008

"Coleira" ou laços?



Recebi hoje um convite para estar entre "amigos" e com eles me embriagar! Recusei! Além de não ser amante de bebidas alcóolicas, não poderia contar com a presença de uma determinada pessoa (não desprezando as demais ^^!) Sabendo de minhas verdadeiras razões, o "convidador", de cara, perguntou (já afirmando): "coleirinha hein?" Preciso explicar o que significa a "coleirinha"? Não, não preciso. ^^
É o que pensa a maioria das pessoas! Quando nos envolvemos para valer com o outro, quando amamos de verdade, logo passamos a ser dominados. Então, como dizem por aí, deixa-se de viver a própria vida e vive-se para o outro, respira-se pelo outro. No popular, "vira-se um cachorrinho!" (Que horror!) Mas será que tudo se dá desta forma mesmo?
O que ocorre é que as pessoas estão pouco acostumadas com o amor, e muito interessadas na liberdade (ou libertinagem? ¬¬'); raros estão dispostos a abrir mão de determinadas coisas para estar ao lado de quem se ama - ou se diz que ama. E é por isso que, quando não se quer ir a lugares por não poder estar com "o alvo" de seus sentimentos, dá-se uma conotação negativa para a coisa (embora os cachorros sejam uma graça de animais, no contexto em questão - "ser cachorrinho de outro" - o animalzinho ganha uma significação bem pejorativa ^^).
Olhar as coisas de um modo negativo é uma bela forma de fugir delas... A meu ver, uma pessoa que procura aspectos ruins em algo é porque quer apresentar motivos para se afastar desse "algo", ou seja, se relacionamentos duradouros são símbolos de "coleiras", aprisionamento, é porque não devem ser tãos bons assim e, quem sabe, o amor nem mesmo exista...
Mas quem ama, de fato, sabe que não há "coleiras"... Que o elo existente entre os amantes não aprisiona, não impossibilita! Há, sim, laços! E este "enlaçamento" nos torna dependentes do outro, no sentido de ser necessário para nós termos por perto quem amamos, porque é bom! Nisso não há prisão, "coleiras"... Nisso há liberdade...


Eu te amo, pin!

segunda-feira, 21 de julho de 2008

"As coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo (?)".



Mais uma primavera! Com ela, mais flores. Flores de presente e "flores" ao longo do caminho... Embora com beleza e perfume bem perceptíveis, as primeiras não são duradouras; duram apenas na lembrança, em função do significado que elas carregam. Entretanto, as "flores" deixadas ao longo do caminho se fazem presentes em nossas vidas por longos anos e às vezes nunca nos abandonam.
Ao completar uma primavera, nem sempre se ganha flores... Nem sempre se dá flores... Mas a cada ano adicionado à própria existência sempre nos aparecem boas pessoas, bons acontecimentos, boas escolhas, bons sentimentos, o que representam as "flores" encontradas no caminho.(A rima não foi proposital! ^^) E tudo deve ser aproveitado...
Com o passar dos anos, a cada um deles, surgem novas "flores". E se as pessoas são as mesmas, "flores" novas podem significar novas atitudes e novos sonhos. Na verdade, o que é bom - ainda que uma vontade antiga - sempre é considerado novo. Sendo assim, sonhos sempre são novos porque são bons... Como os carregamos sempre conosco, já que são símbolo de nossos desejos mais profundos, deixamos o velho para trás...
Estou me prontificando a isso: deixar no passado - inclusive no tempo verbal de mesmo nome ^^ - o que não pode e nem pôde ser aproveitado; assim, vou levando o que ficou de bom, o que falei e fiz de positivo. Não, não estou querendo chamar a atenção e, muito menos, ganhar prêmios por isso. Quero apenas cultivar a paz. HAHAHAHAHA! Eu juro! Para isso, é preciso melhorar em vários aspectos...
São duas décadas e meia de muita mudança, várias tranformações! E mesmo depois de tanto tempo, continuamos não sendo imutáveis... Estamos sujeitos a milhares de outras alterações. Vou me deixar levar pelo melhor! "As coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo". Se fez mesmo?
Se fará!



U vul, pin! XD


P.S. Pleonasmos, hipérboles ou outras figuras de linguagem presentes no texto são propositais! Adoro! XD

terça-feira, 15 de julho de 2008

"Opa! Número 13!"



Há exatamente dois anos, 2006, eu dava continuidade ao trabalho como professora. Entretanto, desta vez eu encararia uma realidade que ainda não conhecia: escola particular! Quando a gente estuda em escolas públicas, como aconteceu comigo, sempre ouvimos falar muita coisa sobre a rede privada, como "Lá os professores são os melhores!"; "Os alunos, a grande maioria, são CDFs!" ou, ainda, "Pra ser professor em uma escola particular é preciso ser fera!".
Quando fui chamada para trabalhar no Colégio Frei Gil, fui com todas essas frases na mente; boa parte delas estava embaralhada na minha cabeça. Confesso que tive um pouco de medo (mentira! Tive muito medo ¬¬')e, a todo instante, pensava: "e se eu não der conta? E se o nível dos alunos for mais avançado que o meu, que estou quase formada em Letras?". Mesmo assim, tentei respirar fundo (eu mal conseguia fazer isso! Tava "cagando nas calças"! ^^)! Tentei não deixar transparecer o meu nervosismo para aqueles adolescentes.
Na escola e na faculdade sempre tive fama de "palhacinha", já que sempre consegui fazer com que meus amigos rissem bastante; no primeiro dia de aula no Frei Gil, não consegui isso com os alunos, mas nos dias que se seguiram eles já riram de mim... Achei isso um ponto positivo, pois se me achavam engraçada, iriam prestar atenção em minhas aulas, na expectativa de ouvir mais uma "gracinha"... Lá trabalhei com turmas de 5ª a 3º ano, mas nunca levei muito jeito com púberes... ^^
Me identifiquei bem mais com os adolescentes do ensino médio, até porque me via em muitos deles. Pra mim, sempre foi meio difícil separar "ser amiga" de "ser professora", e no Frei Gil não foi diferente. Em cada aluno - dedicados ou não - fiz um amigo! Às vezes, a amizade era recíproca: eles tinha em mim uma amiga e eu também poderia contar com eles; em outros casos, na maioria deles, somente eu era a amiga... Sendo professora deles, queria a todo custo que aprendessem e, sempre, fazia o que estava ao meu alcance pra que isso acontecesse...
E entre tantas necessidades de aprendizagem e amizades feitas, lá estava Fernando (meu aluno do 2º ano), que em 2007 - ao fazer o 3º ano - também seria conhecido como "O NÚMERO 13!" Ele sentava em uma das primeiras cadeiras e era dono de um dos rostos que eu sempre mirava enquanto explicava um conteúdo, além de sempre pôr o nome dele no quadro (estratégia pra que ele se interessasse e aprendesse ^^! HAHAHAHAHA!) Fernando era um dos "engraçadinhos" da turma e, em todas as aulas de Português e Redação ¬¬, tirava risos da turma, especialmente das meninas que sentavam perto dele (Wanessa, Weslane, Jéssica Moura, entre outras moçoilas ^^)...
Em todas as minhas aulas, ele vinha com uma gracinha diferente! Uma, no entanto, prevalecia. Sempre que eu chegava na sala, o apagador e pincel caíam no chão; ele corria, pegava pra mim e dizia: "Opa! Número 13!" (Ele queria dizer que eu devia dar pontos porque ele fez aquela gentileza ¬¬, mas era brincadeira, claro! Era brincadeira né, Fernando? ¬¬' ERA SIM!) Bom, a verdade é que ali, naquela sala, entre uma palhaçada e outra (ACREDITE: minhas aulas eram sérias! Eu dava aula sim! HAHAHA!), Fernando e eu nos tornamos amigos... Não saímos juntos, nem nada... Mas a amizade crescia com o carinho que devotávamos um ao outro; eu, antes de amiga, era professora e, obviamente, minha preocupação maior era fazê-lo aprender.
Fernando conseguiu! Aprendeu! A cada conteúdo novo, ele se mostrava bastante habilidoso na hora de resolver exercícios... Quando errava uma questão, fazia uma carinha de "foi mal!", mas sempre estava preparado pra continuar. Os textos dele (vou falar, Fernando! HIHIHIHI!), no início, não eram dos melhores, mas entre uma leitura e outra, um texto e outro (e muitas anotações minhas em cada redação que ele produzia ^^), ele foi melhorando! Com o tempo, Fernando passou a produzir uma das melhores redações da turma. E fui vendo, a cada texto produzido e a cada fala, que ele poderia dominar bem a palavra, fosse escrevendo ou falando!
E hoje tenho a prova de que não me enganei! Parabéns, Fernando, meu futuro jornalista! Professores da UFMA terão o prazer que tive durante dois anos: ter o "número 13" como aluno! Um dos melhores! Escreva, mas escreva muito! Te desejo o melhor e acredito, firmemente, que esse curso é uma porta aberta pro teu sucesso que desponta!


Gosta de escrever né? Se não, tá lascado! HAHAHAHA! (Brincadeira, lindo! ^^)



Muito orgulhosa por ti, Fernando, meu aluno, amigo, filho (afinal, todo professor é meio "pai" ou "mãe")!


Opa! Chegou a vez do número 13! ;)


P.S. Quanto a sua fala no MSN, Fernando ("você foi muito importante pra isso"), o que tenho a dizer é que boa parte da parcela de "culpa" por essa sua vitória é sua! Mais uma vez, PARABÉNS! ^^