sexta-feira, 7 de maio de 2010

Indignação!



Hoje eu não estou bem! Aliás, todas as vezes que entro nesse quarto aqui e vejo que nada está como eu havia deixado, eu fico pior. Dividir quarto, ainda que com sua genitora, é uma experiência desagradabilíssima. Há total invasão de privacidade de ambas as partes, além de um querer ser "mais dono" do ambiente que o outro.
Não me sentir em minha casa aqui e, pior, me sentir invadida é um sentimento que nunca consegui entender direito, mas que eu acreditei que desapareceria assim que minha irmã casou ("Oba! Um quarto só meu!" - Nadinha... ¬¬'). Um casamento de merda fez com que minha mãe viesse para o meu quarto (agora o pronome possessivo já não é mais o da primeira pessoa do singular.).
A minha indignação se volta para o cara da foto! José Ivan Pereira dos Santos.. Meu pai... Eu queria entender porque se tornou um homem tão estranho, frio, grosseiro... Queria poder saber mais dele... (Não sei nada}... Queria entender porque ele tira tantas coisas de outras pessoas... Tirou o meu quarto! Caramba! Tirou a paz de espírito da minha mãe... A única coisa que sei é que sempre tive medo dele. Nunca me senti tão distante de algum parente, como me sinto dele...


"Quer saber, Ivan? Acho que o que você viveu sendo pai aos 17 aninhos foi muito pouco! BEM FEITO! (Quero ver a Nichole aos 18... Vai correr atrás dela na rua para tentar bater? Vai tentar matar a Patrícia na madrugada? Nichole, pega o revólver e leva até a casa do tio do lado! huahuahua!)".

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Bandeira branca!


Entendo perfeitamente que a tendência é que tudo melhore com o passar dos anos, séculos! E foi isso que os estudos na Universidade também me mostraram: que em outras épocas as coisas foram bem piores... É por isso que eu insisto em "tirar o chapéu" para os professores de outrora, que eram verdadeiros heróis (afinal, há algum tempo a educação era bem mais crítica).
Mas o que sei também é que nos dias de hoje, por mais avanços que se tenha alcançado, nós professores estamos à beira de um ataque de nervos... Eu, então, nem se fala! Já não bastasse o desinteresse GERAL dos estudantes, há ainda o fato de que a maioria deles mal sabe ler e escrever! (Agora imaginem isso para mim, professora de Português!)
Adoro Língua Portuguesa desde os tempos de colégio. E por gostar muito, eu me esforçava e procurava surpreender meus professores (Queria tanto que os meus alunos fizessem isso...)Porém, não basta o meu carinho excessivo pela língua mãe para que eu me realize na profissão... É preciso perceber VONTADE DE APRENDER. (E em curtíssimos nove aninhos na área, eu ainda não encontrei com nada disso...)


Ai, gente, tou perdida, louca! Zangada até! Por isso me derramo nesta postagem....


VOU MUDAR DE PROFISSÃO! PRONTO! (Alguém aí precisa de um secretária, recepcionista ou coisa parecida? ¬¬')


"Bandeira branca, amor..."

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Eu: um sinal de pontuação!



Sexta-feira, dia 30 de abril de 2010. A gente trabalha a semana toda torcendo para que o final de semana logo chegue. Hoje, ao contrário de milhares de vezes, sinto como se ainda estivesse no começo do meu estresse semanal! Isso aí nada mais é que um sinal gigantesco de que, de novo, as coisas voltam a ser entediantes! O que se faz em momentos como esses? Hoje sou perguntas, questionamentos...
Em adição ao tédio sempre presente há ainda o fato de que é final de bimestre nas duas escolas, ou seja, tenho milhares de provas para corrigir, centenas de notas para lançar, três diários para completar. Gente, meu conselho é: não sejam professores a menos que esse seja um desejo profundo! Mas bem profundo mesmo!
Esse texto aqui, que diz coisa com coisa e ao mesmo tempo nada como nada, é só uma tentativa de tirar as "teias de aranha" do blog. (Tenho que escrever, pois não quero ser escurraçada da blogosfera! "Escrevo, logo existo" XD). Bom, mas para evitar outras possíveis postagens desprovidas de um tema melhorzinho, prometo que vou selecionar um dos diversos assuntos que se emaranham em minha cabeça!

Hoje não tenho respostas, galera, porque sou toda ponto de interrogação!




Beijinhos doces! (com gostinho de "Jurubeba"! HAHAHAHA! Brincadeira!)




FALA DO DIA

Diego diz (29/04):

-- Kel, Jurubeba é a bebida mais comum entre aqueles garotinhos que adoram carregar bicicletas alheias e que, geralmente, se escondem no bairro da Caema!
-- Ai que horror, Di! Isso é um tanto quanto preconceituoso!

segunda-feira, 29 de março de 2010

Agora viro BORBOLETA!



Vinte seis anos e, por mais tempo que essa idade possa representar, tenho pouca coisa para dizer! Embora haja pessoas bem mais velhas e com poucas "grandes histórias" vividas, eu sempre me baseio naquelas pessoas que conheci e com as quais me impressionei demais: são mais jovens, mas viveram além de mim! O mais interessante de estar com pessoas assim é perceber a riqueza que é a vida de cada um!
Mudando de assunto um pouquinho, eu queria dizer que reconheço ser uma decepção para a blogosfera! Há alguns meses, ou melhor, há algumas postagens, eu havia prometido não mais deixar essa página tanto tempo sem "alimento", mas é que - ao contrário do que muita gente pensa - foi por ter coisas demais para dizer que dei tempo nas palavras grafadas...
Eu realmente tinha muita informação para citar! Uma série de idéias, pensamentos, medos, aflições, decepções, conhecimentos, situações vividas (a maioria delas muito chata), que quando me pus a organizar tudo, um emaranhado de NADA surgiu diante de mim... Daí, percebi que a grande bagunça não estava em minha mente, mas em MIM MESMA. Bom, galera, agora, estou organizando minhas idéias e me organizando também!
Por mais "embromativo" que esse texto possa parecer, ele aqui está sendo gerado porque quero compartilhar um momento singular que estou vivendo. Por muito tempo na adolescência me senti uma "lagartinha", presa no "casulo"! Muitas amigas já eram "borboletas", mas eu estava ali, sem "asas", escondidinha. Vieram a idade adulta e o trabalho, mas ainda me senti "lagarta" por um bom tempo...
Hoje, nesse exato momento (cheguei de Davinópolis, não tomei banho e ainda estou cheirando a criança suada e pincel de quadro! :oO), eu posso afirmar com convicção que me liberto para uma nova vida... Talvez seja uma continuação.. Não sei... Mas me sinto RENASCER! É, minha gente, parece que agora viro "borboleta!"


Beijinhos!

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Carnaval.



Semana passada uma colega de trabalho chegou até mim e perguntou: "Rakel, que palavra legal te faz lembrar o Carnaval?" E, antes que eu respondesse, ela continuou: "É que estou fazendo um cartaz para colocar na salinha das crianças, com adjetivos bons sobre essa data!" Como eu havia dito para outras pessoas, disse a ela também: "Eu não tenho boas impressões do Carnaval! Essa data só me remete a coisas e acontecimentos ruins!Desculpa, mas não posso te ajudar!"
Essa é a verdade. Faço parte de uma minoria que é constituída por pessoas que desprezam o Carnaval! E assim ajo com todas as forças do meu coração. Confesso que, enquanto professora que trabalha além do que deveria, o feriado prolongado provoca em mim um encantamento semelhante ao que sinto em época de férias. O fato de poder descansar da sala de aula é a ÚNICA coisa que me faz ver o Carnaval como "bom".
Nenhum de nós precisa ser amante de jornais televisivos ou impressos para ter contato com trágicas notícias ocorridas nessa época! O assassinato de meu amigo Zaqueu há dois anos, durante o tão "comemorado' Carnaval, não foi o primeiro e nem será o último. Há que se citar também os assaltos, os acidentes de trânsito, entre outras coisas bem terríveis! "Vou brincar o Carnaval em..." É uma pena que muita gente não atente para o sentido da palavra BRINCAR, já que muitos se dirigem aos "corredores da folia" (em todo o Brasil) levando consigo más intenções!
É possível "brincar" o Carnaval ao lado de pessoas mal intencionadas?! E não me venha com a desculpa de que você usa um faca pendurada no short para se proteger!
Meu Carnaval? Primeiro momento: casa da Cris - uno, filme, risos, brincadeiras e, é claro, resgate de CINCO carnavais passados juntas! (Ela me corrige e diz que são seis carnavais! Cinco ou seis... é muito tempo!).Segundo momento: Casa da Raila, cerveja, Ice, caldo de feijão e companhias agradabilíssimas - Lenny, Leo, Samanta, Cris e as donas da casa. Como era de se esperar, já que o álcool sempre providencia alguma confusão, eu e Cris tivemos uma leve discussão, Paty e Raila "ensaiaram" uma briga, mas que foi logo extinta! Bom, mas o importante é que no final de tudo não houve mortes, assaltos e muito menos acidentes de trânsito!



P.S. Na foto estão os "foliões"! (Cris era a fotógrafa, mas a fizemos "presente" na foto por meio do gesto da Lenny!)



Beijo, galera!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

"Pela estrada afora eu vou tão sozinha"...



Fiquei uns dois dias sem escrever! O motivo maior era o problema com a internet que, graças a Deus!, foi resolvido e também porque eu precisava selecionar um assunto... E nesses dias finais de férias, algo de interessante me aconteceu: fui convocada pela Prefeitura de Imperatriz para trabalhar como professora de Inglês na Zona Rural! Massa!
É, seria bem legal essa convocação aí, se eu tivesse sido informada de início que seria enviada para trabalhar em terras distantes! Falo sério! Alguém aí já ouviu falar em ESTRADA DO ARROZ? Pois é! Do último concurso municipal que fiz, em 2008, fui chamada agora para "dar o ar da graça" em Olho d'Água dos Martins" (todo mundo pensa que o nome desse povoado é "Olho d'Água dos Martírios e, considerando o que eu vi por lá, bem que podia ser MARTÍRIO mesmo! ¬¬)
De início meu coração ficou saltitante, visto que já sou funcionária do município de Imperatriz e, logo, abandonaria Davinópolis para ficar com duas situações de magistério aqui! Mas a alegria desmedida pela convocação me deixou cega, me fazendo tomar atitudes precipitadas! (Esse detalhe prefiro omitir!)
Mesmo me assustando com a possiblidade de ir trabalhar em um povoado muito longe da zona urbana, correndo o risco de me perder no caminho e ficar lá para sempre, eu quis conhecer o local! Afinal, eu podia estar exagerando no medo né? Ai, gente, nem tive coragem de ir sozinha e carreguei Jocirlei comigo...
Os moradores do povoado que me perdoem, mas foi uma situação DESASTROSA chegar lá! Primeiro: não há coletivos que nos levem. É preciso ir até uma agência chamada Amarantina, cuja passagem de ônibus custa 6,00 reais. Além do valor absurdo da passagem, há o detalhe de que o ônibus mais parece aqueles navios que naufragaram no fundo do mar, todo enferrujado, caindo pedaços, não servindo pra mais nada! E o motorista? Um pobre idoso, que mal enxerga! ("O que eu tou fazendo aqui?" - primeiro pensamento que me veio à mente quando entrei no ônibus).
A situação do ônibus, no entanto, não é a pior - a Estrada do Arroz que ("diz a lenda") está passando por obras é horrível. Milhares de buracos, lama, pontes quebradas, fora uma ladeira que o motorista não consegue subir! Depois de momentos de terror, cheguei em Olho D'Água dos Martins e, como meus telefones estavam fora de área, corri pra um orelhão pra falar com Cris, mas... os ORELHÕES NÃO FUNCIONAM!


Em suma: eu desisti! Continuo na DOCE e AMADA Davinópolis! E pedindo aos espíritos iluminados que protejam meus colegas de profissão que moram aqui na zona urbana e irão trabalhar lá!


Sufoco já era! Beijos, meu povo!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Ver nos outros o que há de melhor.



Desde bem pequenos, todos os dias, somos apresentados a pessoas, coisas e situações novas. No início tudo parece meio assustador, mas com o passar do tempo vamos nos familiarizando. E isso ocorre quando conhecemos pessoas, coisas e situações ruins ou más! Nos acostumamos também com o que não é muito bom.
E se acostumar com o que não é bom é algo extremamente negativo, uma vez que chegamos a não ter forças pra sair dali! A verdade é que, para que aceitemos as coisas que em algum momento são/foram novas pra nós, precisamos conhecê-las! Aproximar-nos um pouco mais intimamente de tudo o que nos cerca: esse é o segredo.
A charada é a ACEITAÇÃO! E já que pessoas são bem mais importantes que coisas ou acontecimentos, quando falo em aceitar.. falo de pessoas. É preferível gostar, viver com os outros sem a intenção de querer mudá-los! Isso é um dos maiores desafios que uma pessoa pode dar a si mesma...
Mas muito mais sério que aceitar os demais, exatamente como eles são, é nos aceitar primeiro. Tal atitude exige de nós o auto-conhecimento! Quem sou eu? Quais meus defeitos? Quais mais incomodam? Tenho qualidades?
É bem provável que a não-aceitação que cada um tenha de si próprio seja "transferida" para nossos amigos e familiares. É como se fosse algo do tipo: "Ele não se gosta, quem sou eu para o fazer!"
Confesso eu, Rakel Sousa, que estou em fase de auto-conhecimento! Depois de quase 3 décadas de vida, estou tendo a oportunidade de ver em mim muito mais do que os outros conhecem (ou dizem conhecer)! Estou me amando, me aceitando, me conhecendo!

Acho válido nos apegar às pessoas a partir das qualidades que possuem, não dando tanta importância aos defeitos! Nós seres humanos podemos ter em nós e VER nos outros o que há de melhor! Assim se vive! Assim devemos levar a vida...


Beijo, galera!