quarta-feira, 9 de abril de 2008

Novo rumo



Parece que a tal história de que "tudo tem seu lado positivo" é verdade! Nos últimos meses, têm surgido diante de mim comprovações da veracidade desse ditado... E isso tem ocorrido da pior forma possível: dor! Mas a dor costuma acompanhar coisas muito boas... grandes acontecimentos! A verdade é que se torna extremamente difícil perceber a parte boa de um fato desagradável... Às vezes, leva-se tempo para notar o quanto era necessário que as coisas tomassem o tal rumo...
Ainda que seja penoso, sofrido, dolorido viver de um modo que não foi planejado, cada segundo que se passa é uma oportunidade a mais que recebemos de viver melhor. Tenho tentado viver melhor... Muitos têm me segurado a mão... me puxado... Mas estou preferindo andar sozinha, sem que guias precisem me apontar o trajeto! Até o momento, isso tem funcionado e me feito muito bem.
Hoje senti um "cheiro" de coisa boa... de novas experiências! E, ao contrário do que pensa muita gente que me conhece, eu nunca caí - pra valer - de cabeça em nada! Agora vou fazer isso! E viver! Viver e viver! Resolvi passar por cima de todos os tabus que sempre me impediram de me mostrar aos outros... Tabus que me prendiam à regras que nunca deveriam ter existido...
Embora o coração esteja envolto em correntes fortes, feito aquelas que prendiam os negros pelas pernas e pulsos no tempo da escravidão, ele ainda está ali! Ele ainda bate... Ainda bate! Tenho buscado, em todos os lugares, coragem para conseguir fazer e falar o que antes deveria ter feito ou dito... Sempre disse "não foi dessa vez". Agora a vez chegou!
Acho que tudo pode dar errado (DE NOVO!)... Acho que tou apressando as coisas... Bom, devagar ou não, estou disposta a encarar! E a vida continua, colega!


Lenny, TE AMO! Tô aqui pra tudo!;)

domingo, 6 de abril de 2008

"E aí, lixo?"




Há dois dias ando pensando na Justiça desse país... Na verdade, tenho me ocupado com isso há, exatamente, dois meses e três dias! Eu gostaria muito de saber a razão de muitos criminosos não pagarem por delitos cometidos. O que mais me chateia mesmo é saber que a maioria dos bandidos, depois que são julgados, sempre têm a pena reduzida a nada... E nós, alvos dos crimes deles, somos obrigados a nos contentar com tamanha injustiça!
É... essa postagem de hoje está carregada de revolta, dor e medo! Há muitos corações machucados por conta do que aconteceu com Zaca, meu sempre amigo e poeta preferido! E todos os dias, quando a gente se pega sem ele, quando o final de semana chega e nossos celulares não toca e não ouvimos um "E aí, lixo?", a ferida que fizeram dentro de nós - quando nos tiraram ele - cresce, cresce e cresce! Às vezes acho que nem existe remédio pra esse ferimento... Às vezes acho que nem feridas físicas doem mais que essa...
Hoje eu não tinha nada de interessante para escrever... Na verdade, é bem provável que muita gente ache muito desinteressante tudo o que está escrito aqui (Bom.. é meu blog.. não preciso agradar ninguém!). Mas é que quando falo de ter coisas agradáveis ou não de se ler, me refiro a mim... Quem escreve sempre percebe o que produz como bom ou ruim... Essa postagem, especialmente, não está - e nunca vai ficar - à altura do alvo dela! Me perco entre as palavras... não consigo escrever o que vai em mim...
A única coisa que sei é que hoje olhei a foto do meu POETA MÁGICO e tive acessos de fúria, nojo e entrei em desespero! É tudo tão inacreditável! Será que se eu ligar pro número dele eu não vou mesmo ser atendida? Será que toda aquela triste situação - lágrimas, revolta, velório - aconteceu? É tudo tão surreal pra mim! Talvez porque julguei qualquer ser humano, por mais maligno que fosse, de incapaz de destruir os sonhos do Zaca... De destruir os meus sonhos em relação a ele!
Não sei o que penso agora... não sei o que escrevo... sei apenas o que sinto! O que quero! Queria que meu amigo voltasse... queria que não houvesse necessidade disso tudo acontecer! Queria apagar tudo o que ocorreu!


Droga! Não dá pra escrever mais... peito apertado... ;(

quarta-feira, 2 de abril de 2008

"Tô na roça!"




Finalmente, um concurso!
Depois de fazer alguns amigos no Colégio Frei Gil (entre alunos e colegas de trabalho) e conhecer os bastidores de um jornal impresso, agora assumi um concurso... Os anjos (e até os demônios!) sabem o quanto esperei por isso! Sem falar no quanto me sentia pressionada por amigos e familiares, já que sempre fui uma das melhores alunas da turma tanto na escola quanto na faculdade.
É bem interessante a situação... Fiz um concurso em um município próximo ao que eu moro e, depois de dois anos, fui convocada pra tomar posse. Na ocasião, eu tinha a pretensão de ficar na sede do município, na zona urbana... Como fui excedente (segundo eles, havia apenas três vagas para professor de inglês ¬¬), me enviaram para a zona rural! E lá vou eu dar aula para crianças acostumadas com plantação, córregos, sucuri e macaúba roubada no final da tarde como diversão!
Literalmente, eu TÒ NA ROÇA! E, não por ser um concurso, até gosto de lá... Embora o único barulho que eu ouça por lá seja o grito das crianças e o cacarejo das galinhas ¬¬... Mesmo assim, tenho tentado desenvolver um bom trabalho e me divertido muito com cada um dos meus doces alunos da zona rural daquele município. Língua Inglesa para eles, até mesmo para aqueles que já viram a disciplina no ano passado, é uma matéria que assusta e diverte ao mesmo tempo! Eu me divirto com a carinha de espanto deles, mas confesso que também fico meio amedrontada com o fato de aqueles pequenos acharem impossível aprender inglês...
Todos os dias, sempre que tenho que me aprontar para ir até lá, sinto um frio na barriga como se fosse o primeiro dia... É sempre um dia diferente... novos desafios! Tem sido complicado trabalhar com qualquer material por lá, pois há uma carência enorme, por parte daquelas crianças, quanto a conhecimento da matéria... Isso tem sido um "tropeço" para mim... Entretanto, o brilho no olhar de cada um deles, durante a aula de inglês, é algo incomparável! Por esse brilho, prometo tentar fazer a diferença!
Pode ser que em breve eu saia de lá e vá para a tão sonhada zona urbana! Quando isso acontecer, vou levar comigo doces lembranças da roça e muito aprendizado... Enquanto não sou transferida para a sede, vou vivendo, estudando e lecionando...

"Não faz mal, eu tou na roça, mas eu tou legal!" (É ridículo, mas deu saudade agora do tempo em que eu era fã da Mara Maravilha! hahaha! Ai, galera, eu era criança! E criança tem uns gostos esquisitos mesmo... rsrsrs Beijos!)

segunda-feira, 24 de março de 2008

Precisando escrever



Praticamente um mês depois da última postagem, aqui estou eu... outra vez! Na verdade, nem sei como consegui ficar tanto tempo sem escrever! Meus dedos "coçam" toda hora querendo registrar cada pulo, sorriso, decepção... Mas foi até bom esse "jejum" que fiz do blog, pois houve tempo para que as feridas fossem cicatrizando aos poucos, o que me impede de falar apenas de dor... ou dores!
É meio repetitivo - por que não dizer "clichê" - o que vou dizer, mas mais uma etapa se inicia!
Eu achei que a morte de familiares e amigos fosse um dos maiores tapas que eu tinha levado nos últimos seis meses... Porém, vi que bem pior que a morte do corpo é a "morte" a que nós mesmos nos submetemos quando pensamos em desistir de tudo por conta de outras pessoas!... Coisas assim acontecem quando tudo passa a tomar um rumo indesejado por nós... Ah! Vamos esquecer! Parece meio infantil o que eu registro agora, (e eu não tô nem aí pra isso!) mas a verdade é que depois que mudanças inesperadas ocorreram em minha vida, muita coisa melhorou...
Bom, mas não quero falar mais de tristezas! Principalmente dessas situações que, quando lembradas, machucam ainda mais! Falemos de coisas boas! Assumi meu primeiro concurso! Não é uma coisa que se diga "noooooossa! que concurso!", mas é um emprego fixo, seguro... ao contrário dos outros que já tive... E apesar de todas as dificuldades encaradas pra assumir o cargo, me sinto muito feliz por ter chegado lá! (Em outro momento, com mais calma, falo dessa conquista de forma detalhada!)
Emprego novo, vida nova.... Amigos novos! Os velhos continuam comigo, claro, mas algumas pessoas merecem destaque! Há pouco mais de uma semana, pude perceber que nem tudo está perdido! hehehehe! E palavras eu não tenho pra falar dessa pessoa tão cativante... Bom, em outro momento, quando eu tiver mais inspirada, falo mais dela...
Tá! Eu sei que o texto ficou horrível, mas eu precisava escrever algo...

Beijos pra ti, "copim"! ;)

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Pedaços...



Quando se começa a ler ou estudar os grupos sociais, de cara a gente aprende que o ser humano foi feito pra viver em comunidade. Apesar de haver muitos que querem "fugir à regra" e se isolam dos demais, o complicado mesmo é saber conviver. Esse aqui é um aprendizado lento e, portanto, muito difícil, já que na maioria das vezes somos obrigados a abrir mão de nós mesmos! Obrigados a nos reconstruir! Mas quando, finalmente, se consegue o mais complicado - conviver - outros problemas começam a aparecer...
Acabamos nos apegando demais às pessoas e fazendo delas o centro de nossas vidas... É como se cada ser humano vivesse, inconscientemente, para outro (s) ser (es) humano (s). Isso pode ser positivo, desde que o contato seja permanente, mas, infelizmente, há uma série de fatores que, muitas vezes, nos afastam de pessoas que tanto adoramos! E aí vem a vontade de levar uma vida meio "Tarzan"! Junto a animais irracionais, pois muitos dos ditos dotados de razão não agem como tal.
O que angustia mesmo é que ainda que queiramos que não seja assim, somos dependentes! Em algumas ocasiões, essa necessidade do outro parece nos destruir pouco a pouco, uma vez que nem sempre há reciprocidade. E depois de uma vida interia girando em torno de algo, somos obrigados a cortar boa parte de todo o "giro" e procurar um outro alvo... Acontece que, a essa altura, fica complicado conseguir isso... É como perder parte de si mesmo... Uma perna, um braço, os olhos, o próprio coração!
Os dias passam e tudo da mesma forma... Fica difícil conceber uma mudança tão brusca, depois que já nos habituamos a determinadas situações, comidas, lugares, pessoas. Somos destruídos aos poucos, mutilados! Acabamos tendo que nos reconstruir, como se faz com um prédio velho que foi demolido, depois de ficar em pedaços.

Pedaços...

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

E a cidadezinha do interior parece cidade grande....




Embora a cidade é que se chame “Imperatriz”, alguns habitantes é que tem "reinado" em nosso município! A ordem agora é aquela que cansei de tanto ouvir o pastor da igreja falar (quando eu era evangélica): “matar, roubar e destruir”! E muita gente tem morrido, tem sido roubada e tem visto muito do que construiu, com esforço, ser destruído. A revolta toma conta de todos que vivem nessa “humilde” cidade e que correm o risco de serem mais uma vítima. Numa atitude louca, culpamos todo mundo! A prefeitura, os bandidos e, muitas vezes, nós mesmos... No final das contas, a culpa não é de ninguém e nenhuma pessoa pode fazer nada. Depois de ser assaltada duas vezes e ver um amigo ser morto cruelmente, comecei a ver tudo isso aqui como um verdadeiro “inferno”. Ao mesmo tempo, eu me pergunto a todo instante: “será que em algum lugar desse país tem um pedacinho de céu?” Após muito refletir sozinha, percebo que não... Que dificilmente haja um cantinho em que a violência não tenha chegado.
A verdade é que, enquanto meninos descamisados levam nossos pertences e “tiram” nossos amigos, o medo passa a ser o companheiro de muita gente. Qualquer decisão que se tome tem que ser feita com base no perigo que a cidade tem representado. E tudo tem piorado a cada dia... “Ô, Seu bandido, será que eu posso trabalhar ali naquele bairro sem levar um tiro?” De certa forma, quando tememos a violência é como se fizéssemos uma pergunta desse tipo pra essas pessoas que estão à “MARGEM” da sociedade. Há quem diga que o crime tem duas origens: a pobreza, já que tem gente matando pra comer; e a loucura, pois há aqueles – frios psicopatas – que matam, pura e simplesmente, por prazer de ver alguém sofrendo, morrendo – literalmente – aos poucos. Bom, talvez por ter um coração mole demais, eu prefira acreditar na primeira possibilidade. Assim, passo a confiar na possibilidade de que se as autoridades perceberem a gravidade da situação e resolverem tomar uma providência, as coisas podem “melhorar”.
E há aqueles que pensam em abandonar as grandes cidades pra vir viver na “calmaria” do interior maranhense... A “calmaria”, aqui, tem outras conotações! “Calmaria” tem sido sinônimo de “velórios”, “medo”... “morte”! Ainda assim, a gente vai pensando positivo! Já que não se pode tomar uma atitude de fato, vamos criando boas imagens de nosso município na mente... O pior de tudo não é ver gente morrendo todos os dias, mas notar que as pessoas se acostumam com isso! É como se tudo fosse normal! Nada mais assusta! Ver as coisas dessa forma é o primeiro passo para não querer resolver os problemas. E eles crescem, crescem e tomam conta de nós.
Nossa cidade – pequena, humilde, bonitinha – não fica (mais) atrás daquelas maiores, no quesito violência!

E a cidadezinha do interior parece cidade grande! (nesse sentido)


E agora, Imperatriz?

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Nosso poeta mágico...




Eu quis acreditar que demoraria a falar desse assunto aqui, em meu blog, mas a vida, mais uma vez, me "pregou uma peça". Em meio a tantos outros acontecimentos ruins, me vejo agora tendo que pôr para fora o que se passa no meu coração. E, por mais que isso se repita todos os dias, vejo o quão difícil é falar de algo assim.. Uma perda irreparável! "Morte" é uma palavra carregada de muito negativismo e, talvez por isso, eu prefira, ao falar dos "meus", usar expressões como "nos deixou", "foi para outro plano" ou, ainda, está em "um lugar melhor que nós".
Por mais palavras que se use aqui, nunca vai ser possível descrever os sentimentos que se passam dentro de nós... Vai além das forças humanas! Vê-lo ali, deitado.. inerte..., sem aquele sorriso que lhe era tão peculiar, é tão doloroso quanto a certeza de que nunca mais o veremos... De que nunca mais planejaremos viagens juntos.
Mas ainda assim, Zaca,sei que - embora longe da máteria, que é o corpo - posso te sentir vivo! Sei que está entre nós e assim vai continuar por muito tempo. Acredito, inclusive, que você pode estar aqui, do meu lado, enquanto escrevo esse humilde texto...
Meu amigo Zaqueu, entre outras coisas, se intitulava como "poeta mágico"! E realmente havia algo de mágico nele! Onde quer que estivesse, e com quem fosse, ele sempre deixava marcas suas por onde passava... Seja por palavras, gestos ou, ainda, um sorriso...
Quisera eu ter o dom de manusear as palavras com a mesma destreza do "Zaca"... Talvez, dessa forma, eu pudesse fazer uma homenagem digna a um dos maiores homens que já conheci! Um dos maiores amores que já tive... E vou continuar tendo, pois onde eu estiver vou levar parte dele comigo...

Faltam palavras e... sobra saudade, lágrimas, dor, raiva e indignação!...

Mas sinto-o bem aqui, Zaca, e nada vai mudar o que sempre pensei sobre ti e nossa amizade...

Nosso poeta mágico!